Lesbos

Meninas

"A sexualidade de qualquer homem ou mulher não é limitada pela 'geografia sexual', e o fato de terem nos convencido do contrário tem sido uma das maiores vitórias de relações públicas de todos os tempos. 0 lesbianismo (e a homossexualidade) faz parte da natureza e é exatamente isso que provoca vigorosas regras sociais e legais contra ele. Basear o nosso sistema social em diferenças de gênero, na função biológica reprodutora é uma barbaridade que deve ser substituída por um sistema baseado na afirmação do indivíduo e no apoio a toda vida no planeta."

"Penso que todos nascemos 'sexuais' - isto é, que cada um nasce com o desejo natural de se relacionar com rodas as outras criaturas - animais, plantas, nós mesmos, mulheres, homens - quando sentimos amor ou comunicação com eles. Mas a sociedade nos ensina a inibir qualquer desejo que não seja por parceiros com quem é possível procriar, e então nos desperta entusiasmo pelo 'ato' enfiando goela abaixo o ideal do amor romântico combinado com o casamento, até o ponto que não se possa pensar em outra coisa."

Introdução

Já deve estar claro que a sexualidade feminina é. basicamente "pansexual", ou apenas sexual - nada que seja dirigido a qualquer tipo de órgão físico a ser encontrado na natureza. Não existe nenhum 6rgão elaborado especialmente para ocupar a área clitorial e fornecer o tipo de estímulo que geralmente necessitamos para o orgasmo. Do ponto de vista do prazer físico, estamos. livres para nos relacionarmos com todas as criaturas do planeta, ligando-nos mais ao que individualmente significam para nós do que à sua classificação especifica de gênero.

Claro que não preciso dizer que se caminharmos para uma visão mais justa da vida, será tranqüilo o direito de amar outra mulher. Entretanto o desprezo generalizado pelos contatos homossexuais em nossa sociedade vem de longe. Como Kinsey explica:

"Em nossa cultura específica a condenação geral do homossexualismo aparentemente remonta a uma série de circunstâncias hist6ricas que pouco têm a ver com a proteção do indivíduo ou a preservação da organização social vigente. Não há condenação global de tal atividade nos códigos dos hititas, dos caldeus, nem nos primeiros códigos dos judeus, embora haja castigos para atividades homossexuais entre pessoas de determinado status social ou parentesco, ou relações homossexuais sob outras circunstâncias particulares, especialmente envolvendo o uso da força. A condenação mais geral a quaisquer relações homossexuais (especialmente masculinas) na história judia originou-se por volta do sétimo século A.C., depois do retorno do exílio na Babilônia. Antes disso tanto os contatos buco-genitais como as atividades homossexuais haviam estado associados com o serviço religioso judeu, e também com os serviços religiosos da maioria dos outros povos dessa parte da Ásia, exatamente como se deu em várias outras culturas pelo mundo. Na onda de nacionalismo que então se desenvolvia entre o povo judeu, havia uma tentativa de não se identificar com seus vizinhos,* quebrando muitos costumes anteriormente partilhados. Multas das condenações talmúdicas se baseavam no fato de que tais atividades representaram o comportamento dos cananeus, dos caldeus, dos pagãos, e foram originalmente condenadas mais como formas de idolatria do que como crimes sexuais. Durante toda a Idade Média o homossexualismo esteve associado com a heresia. Logo, entretanto, a reforma nos costumes (nos mores) tornou-se uma questão de moral e finalmente uma questão para processo criminal ."

Iûnsey (que originalmente foi biólogo) conta também que comumente outros mamíferos e outros animais têm relacionamentos lésbicos e homossexuais:

"A impressão de que os mamíferos sub-humanos mais ou menos se limitam a atividades heterossexuais é uma distorção da realidade, aparentemente originada de uma filosofia humana, e não de observações específicas do comportamento dos mamíferos. Os biólogos e os psicólogos que aceitaram a doutrina de que a única função natural do sexo é a reprodução simplesmente ignoraram a existência da atividade sexual não reprodutiva. Assumiram que as respostas heterossexuais fazem parte de um equipamento animal inato, 'instintivo', e que todos os outros tipos de atividade sexual representam 'pervers6es' dos 'instintos. normais'. Tais interpreta-ç6es, entretanto, são místicas. Não se originam de nosso conhecimento da fisiologia da resposta sexuais, e só podem ser mantidas se se assume que a função sexual é de algum modo divorciada dos processos fisiológicos que controlam outras funç6es do corpo animal. Pode ser verdade que os contatos heterossexuais ultrapassem os contatos homossexuais na maioria das espécies dos mamíferos, mas seria difícil demonstrar que isso depende da 'normalidade' das respostas heterossexuais, e da 'anormalidade' das respostas homossexuais."

Kinsey diz que têm sido observados contatos lésbicos em espécies tão diferentes como ratos, camundongos, hamsters, porquinhos da Índia, coelhos, porcos-espinhos, marras, antílopes, cabras, cavalos, porcos, le6es, ovelhas, macacos e chimpanzés. E acrescenta: "Todo fazendeiro que criou gado, sabe... que freqüentemente as vacas montam em outras vacas.''

As discuss6es sobre se o lesbianismo e/ou o homossexualismo são de origem biológica ou psicológica .(a origem do "problema", como é geralmente colocado) ainda agitam algumas áreas,* mas dificilmente a "resposta" ainda tem importância. O homossexualismo, ou o desejo de intimidade física com alguém do próprio sexo em algum período, ou sempre, durante a vida, pode ser considerado uma variedade naturais e' "normal" da experiência de vida. Só é anormal quando se coloca como "normal" e "saudável apenas o interesse no sexo reprodutivo. Discussões sobre porque alguém se torna heterossexual chegariam à mesma ausência de conclusos. É muito limitado considerar todo contato sexual não-reprodutor como "um erro da natureza".

É deprimente e alienante não ser "permitido" tocar ou estar em contato físico a não ser com um parceiro sexual - porque isso pode "levar" a conexão sexual! Especificamente em relação às mulheres, essa proibição de contato físico é opressiva e tem o efeito de separar as mulheres. A dinâmica funciona mais ou menos assim: você pode sentir um impulso repentino de beijar ou abraçar uma amiga --Ou sentir desejos súbitos de maior proximidade ou contatos indeterminados - que precisa abafar e reprimir. Mas quando um impulso natural é freiado e não é reconhecido conscientemente, pode provocar sensações de conflito, culpa e ansiedade. A repressão pode então levar a sentimentos semiconscientes de rejeição, engendrando sentimentos de desconfiança e desgosto pela pessoa por quem se sentia originalmente atraída. Claro que isso é um fenômeno psicológico, e comumente se dá entre amigos, num nível sutil. O caso é que essa proibição de troca de contato (físico de qualquer tipo) entre mulheres leva ao crescimento do nível de hostilidade e distância entre elas.

Uma das melhores descrições de como mais ou menos "inconscientemente" selecionamos nossos parceiros na base do gênero (descartando os do gênero errado foi dada por Pepper Schwartz e Philip Blumstein.* Inicialmente eles explicam que, dado um estado da excitação fisiológica para a qual o indivíduo não tem uma explicação imediata, "ele 'rotulará' esse estado e descreverá seus sentimentos em termos dos conhecimentos de que dispõe ..." E continuam, "as fontes de excitação são mais variadas do que imagina o mais astuto dos leigos", e "quanto maior a confiança em, ou a necessidade de, uma identidade heterossexual, maior a probabilidade de que as ambigüidades sejam resolvidas numa direção. heterossexual. Quando alguém tem fortes suspeitas sobre a própria homossexualidade ou assumiu uma identidade homossexual, então a interpretação provavelmente vai em direção contrária". Em outras palavras,

"a homossexualidade - como a heterossexualidade -torna-se auto-suficiente. Isso acontece principalmente porque os flexíveis níveis de excitação no desenvolvimento sexual cedo tendem a ser canalizados e modelados pela experiência sexual, reforçando a identidade sexual. Por isso acreditamos que sinais de excitação homossexual ignorados ou não interpretados tendem a não se efetivar na medida em que se assume uma identidade heterossexual mais firme e o comportamento correspondente. Do mesmo modo que sinais heterossexuais ignorados ou não interpretados tendem a não provocar excitação em homossexuais confirmados. Nossa visão dicotômica de nossa própria identidade sexual bloqueia qualquer possível bissexualidade."

Referindo-se especicamente às mulheres, Schwartz e Blumstein afirmam:

"As mulheres têm um sistema de excitação diferente do homem. Sua excitação é uma resposta do corpo todo e não apenas genital. Embora algumas mulheres possam sentir 'tesão' (isto d, sentir tensão sexual na área genital, ou umedecimento durante um encontro excitante), quaisquer sinais nelas são menos vis/reis do que os correspondentes em homens. Simplificando, uma mulher pode reinterpretar sua excitação; um homem mio Pode deixar de notar e de rotular como erótica sua excitação sexual... Se uma mulher tem uma tensão sexual num ambiente inadequado, por exemplo durante um jogo de beisebol, uma interação mãe-filho, etc, ela pode classificar sua excitação com mais liberdade do que um homem.

Do mesmo modo, no relacionamento mulher/mulher as dicas que uma recebe da outra são mais sutis do que as que um homem pode dar a outro. A prop6sito de nossa discussão sobre ereção, duas mulheres não precisam explicar uma ereção se uma delas fica excitada enquanto conversam sobre sua vida sexual. Se estão ficando excitadas e querem comunicar o interesse sexual de uma pela outra, precisam apelar para olhares, mais atenção, e outros tipos de aproximação para se fazer entender. Entretanto o problema é que tais dicas podem confundir, geralmente são associadas com uma negociação heterossexual e desde que parecem impróprias ou irreais num encontro dentro do mesmo sexo, podem ser reinterpretadas para amizade ou afeição não sexual. As mulheres podem ter medo de acreditar - ainda que queiram - que outra mulher esteja dando dicas sexuais para elas. Se fosse outra a fonte, provavelmente a intenção seria inconfundível; mas desde que veio do que até então foi considerado assexual, o receptor tende a reinterpretar ou a duvidar dos sinais mais evidentes.

Devido a essa confusão de dicas- e a que as mulheres não estão acostumadas a serem paqueradas por outras mulheres - nem treinadas para desempenhar a parte agressiva na busca sexual -pode-se levantar a hipótese de que as mulheres raramente respondem eroticamente a outras mulheres simplesmente por não se darem conta da freqüência com que a excitação que sentem é 'mútua e possivelmente recíproca. Além disso, desde que a negociação sexual não é aparente, as mulheres podem não se dar conta ou admitir para si mesmas que tiveram um encontro sexual condenando à morte esse tipo de atração. Uma hipótese final nestas linhas segue o mesmo tema dos aspectos de passividade e não visibilidade da tradição sexual feminina. Isto d, como as mulheres foram ensinadas a erotizar quem as erotiza - interpretando seu valor e sexualidade pelo modo como os homens se 'ligam' nelas - multas mulheres descobrem seus sentimentos sexuais quando são abordadas por um homem. Quando vêem alguém sexualmente excitado e interessado nelas, então decidem que podem se interessar sexualmente na outra pessoa. Em cena medida isso parece valer para os dois sexos - as pessoas começam ase excitar sexualmente quando alguém demonstra interesse sexual, inicia aproximações agressivas e faz com que o outro se sinta desejado. Cresce a tensão sexual e logo os dois têm que reconhecer sua presença (ainda que preparam não agir em decorrência). Com mulheres, essa tensão sexual pode não ter oportunidade de efetivar-se porque as participantes ficam embaraçada, não têm prática e estão inseguras sobre a validade da experiência sexual do encontro. Sem prática de liderança (ou responsabilidade) em tais situaç0es, elas podem recuar em vez de planejar algo para o que estão despreparadas e desabituadas. Pode-se fazer a hip6tese de que não acontecerão relações sexuais entre mulheres a não ser no mínimo uma das pessoas na diade seja capaz de desempenhar um papel sexual agressivo e tornar explícitos sinais ambíguos. Se ambas as mulheres envolvidas forem incapazes disso, é possível que o relacionamento não se articule nunca." s

"Você! prefere sexo com homem, mulher, sozinha ou não gosta?"

Cento e quarenta e quatro mulheres nesse estudo (8 por cento) disseram que preferiam fazer sexo com mulheres. Setenta e três se identificaram como "bissexuais", e outras oitenta e quatro haviam tido experiências tanto com homens como com mulheres mas não especificaram preferência (9 por cento).

Além dessas, cinqüenta e três mulheres disseram preferir praticar o sexo sozinhas, e dezessete não fazer sexo. Outras cinqüenta mulheres não haviam tido nenhuma experiência sexual com outros, ou então essa experiência fora tão limitada que achavam não poder responder à questão. As restantes disseram que preferiam homens, ainda que muitas sublinhassem que não preferiam "homens" mas um determinado homem.

Ê impossível saber a relação entre essas estatísticas e o número de lésbicas nos Estados Unidos porque, devido ao medo de perseguições, ninguém sabe quantas lésbicas, ou bissexuais, existem. Kinsey estimava que talvez fosse de 12 a 13 por cento as mulheres que haviam tido "relações sexuais até o orgasmo" com outra mulher em alguma época de sua vida adulta, e que entre I 1 e 20 por cento de solteiras e 8 a l0 por cento de casadas da amostra "estavam no mínimo correspondendo a estímulos sexuais ou tendo contatos homossexuais mais específicos" entre as idades de vinte e trinta e cinco. Posteriormente o Dr. Richard Green, que já participou de um programa de pesquisa sobre a identidade de gênero da Universidade da Califórnia (Los Angeles), comentou que talvez haja atualmente um crescimento da bissexualidade e/ou do lesbianismo entre as mulheres "parcialmente por razões políticas" - como um dos meios das mulheres "se dissociarem da extraordinária dependência dos homens em todos esses anos".

Ao mesmo tempo é importante notar que durante uma vida as preferências podem mudar uma ou mais vezes; a chamada "identidade de gênero" não é tão nítida como podem dar a entender as estatísticas apresentadas. Como Kinsey explicou, Pio existem dois grupos distintos, um heterossexual e o outro homossexual, isto é, o mundo não pode ser dividido em cabras e ovelhas. "0 mundo dos seres vivos é um continuum em todos em cada um de seus aspectos", e homo e heterossexualidade são apenas os tipos extremos situados nos p61os de "um continuum rico e variado". Na verdade "lésbica", "homossexual" e "heterossexual" devem ser usados como adjetivos e não como substantivos: não é 'adequado descrever pessoas como homossexuais, lésbicas, ou heterossexuais; mas pode-se descrever como tais as atividades. Em outras palavras, s6 é possível dizer quantas pessoas tiveram, em determinada época, um certo tipo de relacionamento, e é assim que deverão ser encarados os números neste estudo.

Muitas outras mulheres disseram que poderiam estar interessadas em ter sexo com outra mulher.

Um dos pontos mais impressionantes das respostas recebidas dos questionários foi a freqüência, mesmo quando não especificamente perguntado, com que as mulheres diziam que poderiam estar interessadas em ter relações sexuais com outra mulher, ou no mínimo muito curiosas a respeito. Geralmente esse interesse era relacionado com a questão da preferência sexual, ou com a pergunta: "0 que você nunca experimentou mas gostaria?" Algumas respostas: '

"Estou casada há doze anos, mas não sou feliz. Nunca tive relação física com uma mulher ma acho que seria mais satisfatório do que com um homem. Como nunca tive oportunidade, não sei como me relacionar fisicamente com uma mulher. Tem uma mulher que me atrai e sinto que o mesmo acontece com ela mas tenho medo de me aproximar."

"Como eu gostaria de me relacionar com um homem do mesmo jeito que com minha amiga mais próxima. Quero ser honesta e generosa, amante, dar e receber apoio. Quero que gostem de mim, que me considerem de um modo especial e que valha a pena. Eu sou uma pessoa que já passou por muitas coisas na vida. Quero. poder dizer 'te amo' e 'te quero' sem que a outra pessoa sè sinta ameaçada."

"Só tive sexo com um homem - com quem vivo atualmente. Por um certo tempo ele se 'sentiu como um amigo próximo. Achei que gostava de conversar e ficar com ele em períodos de felicidade ou de crise. A relação foi da amizade ao 'amor' e voltou a uma profunda amizade amorosa. No momento minha cabeça está de um jeito que eu gostaria de me relacionar com uma mulher mantendo meu relacionamento com esse homem. Estou num processo de mudança da minha vida e dos meus sentimentos a respeito de minha sexualidade."

"Sempre admirei mulheres bonitas, mas nunca tive uma experiência homossexual. Até aqui gostei de foder. Mas as mulheres me excitam cada vez mais."

"As vezes sinto tal afeto por minha melhor amiga que considero uma sensação sexual e chego quase a desejá-la. Mas nunca deixo que ela note esses sentimentos, porque pode ficar com medo de mim."

"Se meus pais não tivessem pressionado tanto para que eu achasse um homem bom e me casasse, eu poderia ter continuado minhas relações com as garotas da escola. Por volta dos oito anos, minha melhor amiga e eu brincávamos de médico nos tocando e examinando. Aos doze começamos a dormir juntas e tirar as roupas sob os lençóis beijan-do-nos e bolinando-nos, ficando por cima uma de cada vez, tentando imaginar como os homens faziam com as mulheres. Éramos tesudas e curiosas! E também nos amávamos. Ainda escrevo pra ela (que também se casou)."

"Fui educada para acreditar que as mulheres são mais atraentes e mais bonitas e estou começando a acreditar nisso."

"Eu gostaria de fazer massagens numa mulher que eu gostasse e que me atraísse, excitá-la gradualmente pela massagem, fazer amor devagarinho com ela, parar e conversar, depois fazer amor de novo e dormir junto. Eu gostaria de junto com ela me conhecer melhor. Mas nunca teria coragem!"

"Eu gostada de ter relacionamento sexual com uma mulher. Tem uma mulher que me atrai sexualmente mas nunca me aproximaria dela em termos de Sexo porque chocaria a heterossexuaiidade dela. Somos muito boas amigas e a amizade não-sexual dela importa mais. Para mim s6 levar em conta o lesbianismo já é uma experiência nova. Até uns dois anos atrás eu dificilmente reconheceria essa faceta da sexualidade, nunca pensei conscientemente a respeito e quando o fiz achei 'nojento'. Nunca encontrei uma mulher que eu soubesse que fosse lésbica, embora ninguém alardeie essa tendência nessa sociedade repressiva. As mulheres, mesmo as feministas, às vezes ficam pouco a vontade quando falam sobre lesbianismo, daí não tenho muita idéia de seus temores e desejos inconscientes relacionados com suas irmãs como parceiras sexuais. É necessário enfrentar várias possiblidades antes de embarcar numa relação sexual com uma mulher. 'Faço isso porque os homem me desapontaram?' 'Estou fugindo de uma situação ameaçadora, evitando enfrentar o problema real?' 'Estou fazendo sexo com uma mulher que não sabe se sair da culpa associada com um comportamento 'anormal'?.' 'Estou explorando-a como fui explorada pelos homem?'"

"Na escola, tive uma série de paix5es sem esperança por rapazes que atualmente eu nem olharia. Me apaixonei também por mulheres amigas e professoras de quem só agora me dou conta como parceiras sexuais. Na verdade eu queria alguém para estar próxima, mas achava que queria um namorado, o que não é necessariamente a mesma coisa."

Gostaria de fazer sexo com mulher. Acho que sou lésbica, o que não ajuda muito, já que sou casada e rffto me sinto capaz de um divórcio nessa altura, viver às minhas custas, etc. Mas provavelmente um dia tudo isso vai ser insuportável e eu vou ter que me resolver."

"Nunca fiz sexo com outra mulher, a não ser verbalmente - acho que muitas vezes s mulheres fazem amor falando, pelo menos eu faço."

"Quero uma amante mulher - ou mais. Geralmente quero relacionamentos mais chegados com 'mulheres; quero fazer tudo que se pensa que s6 os homens podem fazer! Quero experimentar!!"

"Nunca pensei em mulheres como gente tão interessante antes desse renascer do movimento feminista, Gosto muito da companhia delas e somos capazes de trabalhar em conjunto com um prazer real. Acho que numa outra época o sexo foi uma parte disso."

"Até agora minha experiência foi com homem, mas eu daria as boas vindas a um caso com uma mulher. Gostaria de me questionar seriamente a respeito da autenticidade de meus sentimentos em relação a uma mulher, entretanto, como me conheço bem, há o perigo de entrar numa ligação unicamente devido à curiosidade sexual. Por alguma razão eu não me sentiria muito mal indo 'com um homem pelo mesmo motivo, mas me sentiria degradante se usasse uma mulher assim."

"Nunca fiz sexo com uma mulher mas gostaria - ainda que não esteja segura de chegar ao orgasmo. Depois de pensar bastante sobre coisas como o fato de ter fido várias relações profundas com mulheres, cheguei à conclusão de que sou no mínimo, não entendida. Não me atrai o pensamento de praticar cunnilingus e embora atraída por amigas mulheres, isso não tem se dado por razões sexuais - querendo apenas ficar próxima, abraçar, etc. Outra diferença: posso me sentir fisicamente atraída por homens que não conheça, mas em relação a mulheres só pelas que gosto."

"Nunca fiz sexo com uma mulher e nem posso imaginar isso, mas é por causa do meu condicionamento. Entendo por que as mulheres se sentem atraídas por outras e posso aceitar isso. No meu círculo não conheço lésbicas. Tenho uma amiga muito chegada que é divorciada e já discutimos isso um pouco e parece que ambas somos 'normais' mas noto que nunca nos tocamos. Será que temos medo de sermos entendidas e não conseguirmos enfrentar isso? Às vezes tenho vontade de tentar mas depois vejo que sou razoavelmente feliz do jeito que as coisas estão."

"Acho que ainda me sinto estranha quando tomo a iniciativa, embora não ache direito não iniciar nada - acho que me acostumei a ter as coisas feitas para mim. Penso ser essa a principal razão porque não tenho tido sexo com mulheres também: não estamos acostumadas a iniciar sexo e ninguém começa! Tem que se superar um condicionamento muito forte: é a diferença entre acreditar que uma coisa é correta e se sentir realmente bem a respeito dela."

"Só tenho feito sexo com homens e comigo - mais com homens do que comigo. Me atrai o sexo com mulheres, mas acho que principalmente devido à curiosidade, porque nos meus relacionamentos mais próximos com as mulheres de quem gosto, o sexo não parece vir 'naturalmente'. Ainda me considero muito inexperiente em sexo."

"Fui casada durante sete anos e meio. Não gostei do casamento, exceto no começo quando era como um novo brinquedo, mais ou menos como brincar de casinha. Nossa vida sexual foi desastrosa. Durante o casamento não tive nenhuma experiência extramarital. Agora sou solteira e aproveito, mas é difícil. Não tenho experiências sexuais com a freqüência que gostaria. Quando tinha uns quinze anos tive o que se poderia chamar uma paixão por uma mulher. A idade dela era por volta de vinte e um,' acho. Éramos amigas e descobri que se nos tocássemos (por acaso) eu ficava contente. Comecei a falar de amor. Passamos um bocado de tempo juntas, até que um dia ela me disse que seu pai achava que ela deveria me ver menos e se concentrar nos estudos. Naturalmente não acreditei nisso, mas foi o fim do relacionamento. Depois, cerca de três anos atrás, tive uma experiência sexual com uma mulher. Tudo que fizemos foi ficar na cama nuas nos tocando e acariciando o corpo todo.

Gostei muito embora estivesse um tanto amedrontada. Aparentemente ela estava ainda com mais medo, pois mais tarde quis fazer de conta que vão tinha acontecido nada."

"Tenho várias amigas que são lésbicas, e aparentemente não tenho fortes inclinações por uma coisa ou outra. Entretanto, quando elas conversam sobre suas relações eu me sinto um tanto na defensiva; parece que eu tenho sobre o assunto sentimentos profundos e complica. dos, tanto positiva como negativamente."

 

Como as mulheres se relacionam fisicamente?

"Nos abraçamos muito, nos beijamos e nos abraçamos. Como 'técnica', nos masturbamos mutuamente com as mãos, os dedos e oralmente. Também nos masturbamos com outras partes de nossos corpos. Basicamente, as mesmas coisas que um homem e uma mulher podem fazer sem o pênis e geralmente não fazem!"

"Fiz amor com mulher semente duas vezes, a primeira foi um ano -atrás - não pense que eu saiba o suficiente para lhe dizer exatamente como. A diferença básica com mulher é que não tem um fim, quando você tem o'0rgasmo e acaba - é como um círculo, vai, vai ..."

"Algumas vezes acho que posso ir diretamente de um profundo beijo na boca para o estímulo ao clitóris e o orgasmo. Depende da minha situação, do meu 'estado'. Gosto também de que meu amor me toque suavemente, com a língua e as mãos, pelo corpo todo, especialmente pela bunda e pelo baixo ventre. Não há um jeito melhor de estimular o clitóris - quando ela usa a boca é diferente de quando usa os dedos. Às vezes gosto primeiro a. boca e depois os dedos, outras vezes só a boca. Normalmente chego ao orgasmo seja com a língua dela lambendo suavemente meu clitóris, ou sua boca me chupando fortemente, ou seus dedos se mexendo logo abaixo do meu clitóris num movimento para cima e para baixo cada vez mais rápido. Às vezes ela empurra a boca com força e fica mexendo a cabeça rapidamente de um lado para o outro: também gozo desse jeito. Nenhum jeito funciona melhor o tempo todo; o que funciona maravilhosamente bem são diferentes jeitos em ocasiões diversas. Uma coisa, acho que para mim é mais fácil começar a fazer amor com roupa e interromper só um minutinho para despir. Ou então eu fico um pouco inibida."

"Sempre há muita carícia e afeição, dedos que correm pelo outro corpo, pernas enroscadas e um bocado de beijos pelo corpo todo. Depois fazemos sexo ,orai, mutuamente ou uma de cada vez. Às vezes descansamos um pouco para recomeçar de novo."

"Um sexo calmo com demoradas preliminares e explorações, conversas, um suave esfregar e depois manipulação mútua do clitóris. Ótimo! É ótimo fazer e receber o mesmo."

"Ela é suave e gentil, sabe exatamente como friccionar meu clitóris e que pressão usar, demorando o tempo que queremos e gozando, gozando, gozando."

"Uma vez, há pouco tempo, quando eu e meu amor estávamos fazendo amor há horas, notei que ela estava começando ase sentir frustrada (eu ainda não havia aprendid0o seu 'estilo'), então guiei sua mão para seu clitóris para poder aprender com ela o que a agradava)'

"Com a mulher com quem estive até hoje a relação tem sido mais na base da afeição amorosa do que sexual. Ainda tenho que ser mais sexual do que sou com uma mulher. Nós nos beijamos e nos abraçamos e nos acariciamos suavemente; s6 o fato de nossos corpos estarem juntos e se aquecerem acende um fogo em meu corpo. Uma mulher se sentou levemente em minha área pélvica, de costas para meu rosto, estimulando com os dedos a vagina e o clitóris, com muita suavidade, demorando e sem se importar em me excitar mas em conhecer meu corpo - o que me deixou à vontade para fazer o mesmo. Gostei muito de tudo isso e espero incluir as mulheres mais ativamente em minha vida. Estou fazendo isso procurando-as, indo às atividades de mulheres lésbicas e colocando-me numa posição de encontrá-las com o prop6sito consciente de que quero fazer amor com um certo tipo de mulher que amo."

"Fazer amor com uma mulher é sempre mais variado do que com um homem, e as ações físicas são mais mútuas. Embora sejam tocados e beijados os mesmo lugares que.com um homem, para mim a sensação é aprofundada quando se trata de uma mulher, e a grande diferença são os fatores psicológicos e emocionais envolvidos. Os toques e os beijos são diferentes - toda a aura é diferente."

"O sexo com mulher inclui: toque, beijo, sorriso olhar sério abraço, intercurso digital, carícia, olhar, despir-se, lamber, lembrar depois, às vezes morder devagarzinho, às vezes gritar, respirar e -suspirar juntas."

"Liz, minha companheira de quarto, e eu, multas vezes fazemos amor quando uma de nós tem problemas emocionais. É o amor de amigas. Se acontece com Liz uma experiência desagradável, eu faço amor nela. Primeiro beijo suas faces, depois os lábios e massageio suavemente seus seios. Gentilmente beijo-os e aliso-os, chupando seus bicos. Enquanto isso, ela geralmente aperta meus peitos ou acaricia meus ombros.. Depois acaricio sua vagina e faço cunnilingus. Tomo então a posição do homem e deixo que me beije e abrace. Aí chega a emoção. Depois, se ela quiser, faz amor em mim."

· "Para te relacionar fisicamente com outra mulher, você só precisa acariciar o corpo dela do jeito que você gosta de ser acariciada e/ou do jeito que ela lhe indica. Você explora em conjunto o ato sexual e acha o que funciona. Não sei como responder de modo mais especifico. Acho que não existe nenhum livro de receitas que funcione em todas as situações, graças a Deus. Para mim é uma coisa que acontece de modo mais natural do que com homens."

"Tecnicamente, as mulheres juntas fazem a mesma coisa que um homem e uma mulher: beijam e abraçam e se agradam, só que não existe um pênis. (E já encontrei uma lésbica que usava um artificial. Acho que é uma grande sacanagem pornográfica masculina.) Antes falei em carícias mútuas nos seios. Às vezes é bom pôr o bico do meu peito na vagina dela, ou vice versa. Cunnilingua também é gostoso, quer você faça ou receba. Mas não gosto de sessenta e nove: distrai muito, acontece muita coisa num momento só para que me concentre em uma das duas. Quando faço cunnilingus gosto não só de lamber os lábios e sulcos da vagina com minha língua como de chupar seu clitóris. Isso me excita muito e parece agradar a minhas parceiras. Gosto também de tribadismo. Acho bom só ficar se agarrando apertadinh0, as coxas apertado a genitália da outra; ou deitadas diagonalmente, as pernas em 'v' como uma espécie de tesoura em volta do torso da outra, nossas vaginas quentes, úmidas, felizes, juntas, as mãos apertadas."

"Nosso relacionamento se dá numa base de multa igualdade, com ambas tomando a iniciativa em ocasiões diferentes, ambas assumindo posições diferentes no tribadismo, no sessenta e nove, na masturbação mútua, roçar os seios nos seios ou no clítóris. Não existem estágios determinados mas geralmente chegamos ao orgasmo durante o tribadismo, que fazemos com mais freqiiência."

"Para mim o sexo com uma mulher envolve beijos, sentir completamente a outra, e basicamente fazer frentinha - pressionar monte de Vênus contra monte de Vênus ou contra a perna. Também cunnilingus roçar com as mãos e até analingus! Roçar no traseiro, cavalgá-la, tudo que seja bom ."

"É extremamente estimulante a posição sentada em frente à minha parceira. Ela também se senta e pressiona gentilmente a mão em mim. Desse jeito eu posso determinar a velocidade e a intensidade dos movimentos. E podemos nos ver, beijar, falar e sentir os seios da outra."

"Com a única mulher com quem já fui para a cama, nós passávamos séculos nas preliminares ~ finalmente quando não podíamos mais prolongar de jeito nenhum chegávamos manualmente ao. orgasmo, ou então eu fazia cunnilingus nela, mesmo que ela não fizesse o mesmo em mim."

"Minha melhor experiência sexual foi com a primeira mulher que eu amei. Estive casada mil anos e ela era completamente virgem. Nem mesmo fizemos cunnilingus, apesar disso foram profundos encontros sexuais para ambas porque era um sonho que se realizava emocionalmente. Éramos loucas uma pela outra e é por isso que foi minha melhor experiência sexual .'

"Fico tão excitada quando acaricio os peitos, o clitóris e a vagina de minha amante, e fico tão faminta de seu corpo que ela pão precisa fazer nada para mim, todo o estímulo de que necessito é .o simples toque e cheiro do seu corpo. A excitação (e o orgasmo) é uma experiência muito emocional porque de algum modo comunica todo o amor que sinto por ela."

"Finalmente, agora com minha atual amante, de dois meses para cA, tenho orgasmos. É importante o conhecimento da estimulação clitorial, das preliminares, dos abraços, das expressões de carinho da outra; e beijar profundamente. Ela e eu gastamos entre duas a seis horas nos acariciando, tocando, apertando, abraçando, beijando na boca, beijando a vagina e conversando intimamente antes, durante e depois de fazer sexo, na cama. Isso é muito importante!"

E uma mulher deu uma longa resposta:

"Minha amante é muito sensível ao meu desejo. Mas ela me pergunta e eu falo para ela também, porque .é melhor comunicar nossos desejos. como numa noite, quando ela estava me agradando e eu pão estava correspondendo muito e então; disse, ~Quero que você seja dura comigo' e ela foi. Foi uma sensação forte e maravilhosa. Gostamos de nos estimular e nenhuma de nós se importa com isso ou fica encabulada. ]Ls vezes, .geralmente, se ela goza antes de mim, ela continua a fazer amor até que eu goze, mas se ela não continua eu me masturbo e ela me abraça até o fim e é a mesma coisa que fazer amor.

"Ela está sempre envolvida emocionalmente. Às vezes fica divagando, como uma vez que estávamos nos abraçando e beijando e começando a fazer amor quando de repente ela disse 'Os tatus vivem em que parte do mundo?' Ela estava séria, mesmo, e rimos um bocado.

"Para chegar ao orgasmo preciso estar deitada de barriga para baixo, esfregando meu clítóris numa parte do corpo de meu amor ou num objeto macio. (Antes de ficar nessa posição gosto de ter meus peitos chupados. Ê do que mais gosto. Também gosto de estimulo clitorial, manual e oral.) Depois fico deitada de barriga para baixo. Às vezes minha amante fica sobre minha bunda e eu me esfrego num travesseiro ou num cobertor macio e outras vezes (geralmente)fico sobre a bunda dela e ela se estimula manualmente. Sentindo as ondas em suas virilhas e pernas e o movimento de minhas coxas e do meu clitóris contra ela, eu chego ao orgasmo.

"Gosto do sexo não genital tanto ou mais do que do genital. Gosto de abraçar e beijar (geralmente não nos damos beijos muito profundos, mas. quando damos é gostoso, a maioria beijos secos em lugares agradáveis). Gosto de falar, rir e fazer bobagens, e de ficar olhando o rosto e o corpo dela à luz da lua.. Gosto quando ela fica por cima de mim e olha para meu rosto. Ela demonstra amor e orgulho. Uma vez meu coração gozou quando ela estava me abraçando, me olhando e me dizendo o quanto me amara. 0 coração dela também. Senti como se fosse um salto e uma onda, como meu corpo quando chega o gozo. Gosto bastante de cheirar. A primeira mulher que amei (quando tinha doze anos) cheirava como madeira da floresta e folhas de outono, e eu adorava isso. Gosto de cheirar os cabelos, os seios e o suor da minha amante. Gosto de chupar seus peitos e que ela chupe os meus. Ela faz para mim todo tipo de coisas novas e maravilhosas. Com ela é sempre melhor. Gosto mais das pequenas coisas que ela faz do que de todos os orgasmos do mundo .'

As mulheres explicam algumas das razões por que preferem relações sexuais com mulheres.

"Há uns quatro anos venho me relacionando sexualmente com mulheres. Com estas sempre tive um relacionamento forte, cálido, amoroso - até onde alcança minha memória. Meus sentimentos de simpatia, compaixão e compreensão sempre foram dirigidos com mais força para as mulheres. Em outras palavras, as mulheres significaram e significam mais para mim do que os homens, e ainda que eù tenha tido no passado mais relações sexuais com homens, essas não se comparam à profundidade emocionai de minhas relações, sexuais ou não, com mulheres."

"Sou uma lésbica. Há oito anos tive minhas primeiras sensações de desejo sexual por outra mulher. Ambas ficamos amedrontadas depois disso (aterrorizadas, seria mais exato) e tentamos nos convencer de que éramos heterossexuais. Nos três anos e meio que se seguiram dormi com sete ou oito homens mas essas relações nunca me satisfizeram muito emocionalmente, sexualmente, etc. Isso porque eu simplesmente não sentia um relacionamento completo - emocional, espiritual, etc. Além disso eu gosto muito mais dos corpos de mulheres. Aos dezenove anos me apaixonei por uma mulher e compreendi que não poderia me segurar por muito mais tempo. Soube então que era lésbica. Ela estava com muito mais medo que eu (era a primeira vez que ela se dava conta de se sentir assim por outra mulher), e por isso nossa sexualidade não foi partilhada com muita freqüência. Estive apaixonada por da por quase dois anos e meio. Mais ou menos há um ano vi de novo meu primeiro amor (dos tempos de escola) e começamos a dormir juntas. Daí para cá dormi com duas outras antes de encontrar meu atual amor. Já estamos vivendo juntas há três meses e ambas esperamos continuar por muito, muito tempo. Nos 'sentimos extremamente bem juntas, em todos os sentidos. Nenhuma das duas quer dormir com ninguém mais (pelo menos até hoje). Estou com vinte e dois anos e ela com vinte. Ela é entendida desde os treze anos embora também tenha dormido com uns oito ou nove homens nos primeiros anos de sua experiência sexual. Nenhuma de nós duas quer se casar, mesmo que não fôssemos lésbicas. As implicações políticas são muito amplas e prejudiciais. Vivemos com mais duas mulheres e desfrutamos realmente da vida coletiva."

"Apesar de toda a onda sobre o orgasmo, acho que isso vale para incontáveis milhões de esposas: não sabem realmente o que é orgasmo. Quase ninguém admite não ter orgasmo - o que, frígida, eu?. Durante meu casamento de trinta anos eu costumava dizer e, acredite ou não, com muita sinceridade, que sim, eu tinha orgasmo quase cada vez. Mas ai, surpreendida com uma relação lésbica, experímentei pela primeira vez um orgasmo real com eclipse total. Oba! Nunca havia sentido nada igual a isso antes. De repente entendi os estranhos comportamentos masculinos. As sensaç0es generalizadas, agradáveis, que estava acostumada a sentir com homens - pelo estímulo vaginal - eram uma espécie de mingau de aveia sensual. Não espanta que as mulheres nunca tenham se entusiasmado com sexo: é bom, claro, mas é possível viver sem isso. Acredito que a maioria das mulheres que dizem ter orgasmo sem experimentar a detonação clitorial, falam sem conhecimento."

"Me divorciei em setembro de 1974, depois de ter sido casada por trinta e cinco anos, sem experiências extraconjungais; só tinha relações com um homem - · simplesmente eu não gostava da coisa. Depois de trinta e quatro anos tentei com uma mulher e adorei, por isso me divorciei. Acho que sempre me senti atraída por mulheres mas.s6 me assumi graças ao movimento feminista e a um estilo de vida menos inibido. Na escola secundária 'gamei' por garotas, mas era muito nova e boba para saber o que estava acontecendo · o que fazer - na época praticamente não existiam informações sobre lésbicas. Também tinha álbum de Dorothy Lamour (puxa, isso me marcou!) e de outras estrelas

"Aos dezoito anos tive muitas experiências. Um bocado delas foram ruins, mas de qualquer modo aprendi. Fui para a cama com cerca de vinte homens e uma mulher. Achei a mulher muito melhor no sexo e no amor. Era cálida e gentil. Isso porque fomos amigas durante cinco anos antes de dormimos juntas. Até que os homens me entendam tão bem quanto ela, prefiro ir para a cama com ela a qualquer outra coisa. Gostaria de ter mais experiências com mulheres conhecidas. A coisa mais importante numa boa relação sexual é ser honesta. Se você está a fim de uma muther, deixe que saiba disso - ela pode muito bem sentir o mesmo~ Se estiver cheia dela, diga ' ela precisa cair fora."

"Pessoalmente gosto mais de garotas, sffo mais ternas e amorosas." "Tenho orgasmos - sempre múltiplos - na masturbação, mas não os tenho com muita freqüência com meu marido. Algumas vezes finjo, mas às vezes nem me importo de fingir porque é s6 para o bem estar dele. Estou nos quarenta - no ano passado pala primeira vez me envolvi com uma mulher. Ê completamente diferente e sempre tenho orgasmos'

"Minhas melhores experiências sexuais foram com minha amiga mulher, não por causa dos orgasmos, que eu geralmente não tinha, mas porque: (1)era uma mulher e para mim ~ muito mais fácil ma dar emocionalmente, render meu ego a uma mulher; (2)tinha uma pele macia e lisa, a vulnerabilidade me atraia; (3) a oportunidade de bancar o agressor · o amante era maravilhosa; (4) o ato sexual era mútuo, sem fim, sem pressa, ela não se transformava rapidamente numa massa de suor pedindo o velho entra-e-sai; (5) eu não me preocupava em gozar, não havia programa; (6)-não me preocupava com meu corpo, se era 'adequado' ou não; e (7) não me preocupava com seu julgamento sexual-moral, onde estaria eu no espectro das fraquezas femininas (santa. ou puta?)."

"Minhas melhores experiências aconteceram no ano passado com minha namorada. Uma vez fizemos amor na cama de meus pais à meia luz · descobrimos nosso mútuó amor de mulheres sensuais. Outra vez fizemos amor uma noite inteira com muita paixão. Foi suave, alegre e cálido, e nessa noite construiu-se o grande amor. Com homens a diferença é que é tudo mais breve."

"Sexo não ~ s6 sexo, seja hetero ou homo. Qualquer lésbica (ou bissexual) pode confirmar que o sexo com homem é bem diferente do com mulher - uma experiência completamente diferente que engloba mais que o fato da maioria das mulheres que transam com outras mulheres preferirem estas aos homens. Isso tem muito a ver com o jeito que os homens são ensinados a olhar para seus corpos, a agradar, a serem sensuais, em comparação ao que é ensinado para as mulheres sobre os mesmos assuntos. Tudo pode ser resumido pela frase 'faça amor com e não faça amor a'."'

"Os homens geralmente estavam mais preocupados com o prazer deles do que com o meu. Não achei amor emocional, só físico. Acho as mulheres melhores amantes; sabem o que uma mulher quer e principalmente possibilitam uma proximidade emocional que nunca pode ser partilhada com um homem. Mais ternura, maior consideração e compreeensão dos sentimentos, etc."

"Com mulheres há muito mais abraços, beijos, carícias, isto é, muito mais ~o e afeto. Não há nenhuma técnica particular apenas geralmente se usa ou o estimulo dedo-clitóris ou cunnffingus para produzir o orgasmo em algum momento. As mulheres são mais quentes, mais mútuas, preocupadas em observar como estou reagindo, ao contrário da maioria dos homens, e o sexo é muito mais lento. .Para as mulheres o corpo inteiro é erótico já que não há uma ferramenta específica para o prazer."

"As mulheres aparentemente mantém mais energia depois do orgasmo, e estão mais aptas a saber se não me satisfiz e fazer. algo a respeito. A coisa não termina' automaticamente porque alguém gozou."

"Há manipulação clitorial pela mão e boca, com muito mais beijos e abraços do que com homens, e muito mais preocupação com o meu Fazer. Me sinto melhor, muito mais livre do que com homem."

"Há dois anos sou lésbica, e estou vivendo com a mulher que amo. Ambas esperamos que essa situação seja permanente e estamos felizes, à vontade. Não considero isso um casamento, e pela minha definição de casamento acho que gostaria de ser casada. Fisicamente, as relações sexuais com mulheres têm sido muito 'mais agradáveis do que com homens. Psicologicamente também, porque as mulheres com quem tive sexo primeiro ficaram minhas amigas, o que nunca aconteceu com homens. A amizade dá uma confiança que considero essencial para a satisfação da intimidade física. Se relacionar fisicamente com outra mulher é para mim a coisa mais natural do mundo. Você já tem indícios de como dar prazer a ela. A chave parece ser a delicadeza, e é a principal diferença entre o relacionamento com homens ou com mulheres. Basta seguir a regra de ouro."

"Quando tive sexo com uma mulher pela primeira vez pensei: há algo muito estranho em se ir para a cama com uma namorada, com sua melhor amiga e fazer amor com ela. 'Meu Deus, sou uma lésbica? Devo estar doente!' Mas depois você vê que não está doente de jeito nenhum. Descobri que .era uma nova experiência de fazer 'amor'. Quando há emoção envolvida é um tipo diferente de sexo. Ambos silo bons embora sejam diferentes."

"A primeira vez que fiz amor com uma mulher, minha melhor amiga, foi uma boa experiência porque há muito tempo eu esperava tocá-la, e finalmente, quando disse o que Sentia por ela, alisou minhas costa e acabamos fazendo amor e me surpreendi com a naturalidade das Sensações de um corpo de mulher, e como eu a beijava com avidez - era pervertidamente bom - quero dizer, supostamente deveria ser pervertido mas era ótimo. O Sexo mesmo vão foi tão bom - ambas estávamos fora do normal, especialmente eu, e tive medo de fazer tudo. E nunca falamos sobre isso."

"Só me tornei declarada no começo deste ano. Escolhi uma mulher para contar meus sentimentos e fui à casa dela. Me dei conta de que, considerando minhas emoções, era ridículo falar, por isso disse, 'Quero abraçá-la', e abracei. Quando beijei seu pescoço fiquei chocada e deliciada de ver como era fácil e gostoso. Estou espantada, e provavelmente estarei Sempre, com a facilidade que sinto desejo ou consigo excitar outra mulher, e como é natural agir nesse terreno."

"Física e emocionalmente é melhor fazer Sexo com mulher. Provavelmente como resultado da nossa programação para servir, as mulheres são muito mais sensíveis às necessidades dos outros. A vantagem disso é uma amante ajustada! Gosto também da circunstância das mulheres não poderem violentar as outras. Me agrada também a simetria estética - o aspecto 'gêmeo' - bem como a simetria de força."

"Aos sete anos eu ficava altamente excitada fantasiando beijos numa certa amiga. Por volta dos doze minhas fantasias eram a respeito de ambos os Sexos. Aos quatorze eu queria foder; ou, coisa ainda mais misteriosa, excitante e proibida, fazer o que as lésbicas fizessem! Agora faço e é ótimo."

"Meu único caso com uma mulher (uma boa amiga) foi bonito, ainda que nenhuma das duas chegasse ao clímax, ela porque não podia, e eu porque, sabendo como ela se sentiria, disse que não queria."

"A maioria dos homens de minha carreira heterossexual (dos vinte aos vinte e oito anos), queriam que eu excitasse seus pênis oralmente' e depois trepar para atingir o clímax. Depois de ejacular pergunta 'Já gozou?' Minhas amantes geralmente têm uma abordagem muito mais criativa e variada do ato sexual. Todas começam tendo uma incrível gentileza e consciência de minhas necessidades, bem como das delas. As mulheres não agem como se eu fosse sua 'máquina de masturbação', nem caem no sono quando termina. Nenhuma mulher já me perguntou 'Já gozou?' Elas sabem. Minhas relações com mulheres sempre duraram muito mais do que com os homens. Vinte minutos com um homem, pelo menos uma hora com uma mulher, e geralmente mais. Espero que chegue o dia em que os casais heterossexuais~ possam proclamar que têm o tipo de bons encontros sexuais que estou tendo atualmente."

"0 sexo entre lésbicas é muito diferente do que o sexo com homens. Não é uma troca nem um 'comércio' de serviços, fisicamente não é embaraçoso, não é algo feito para mim (apesar de toda boa vontade do mundo os homens ainda me fazem sentir manipulada), não é uma procura (de orgasmo) orientada. Isso é maravilhoso. Posso ser tanto passiva como ativa, entregue e exigente. Não há ansiedade de que alguma coisa, fora a exaustão, vá parar nossa relação. Desfruto do que faço a ela tanto quanto ela do que me faz; tornamos possíveis as sensações da outra revelando nossas necessidades e nosso prazer. De certo modo esqueci o pânico que tinha em relação a orgasmos e não gosto de me sentir pressionada por esse tipo de recordação. Nem mesmo estou segura de ter respondido 'direito' à pergunta sobre orgasmo porque parei de pensar nisso já que agora a simulação não agrada. Além disse não preciso demonstrar que tive um orgasmo para vão me sentir isolada e decepcionada quando ela tiver o seu. Simplesmente é bom estar com mulher. Não poderia ter escrito isso há cinco anos. Eu odiava mulheres, acreditava que o amor era masculino (!) e parecia uma imitação razoavelmente bem sucedida de uma boneca Barbie."

0 que é "diferente" a respeito das relações entre mulheres é exatamente que, como não há uma institucionalização, podem ser tão inventivas e particulares quanto as pessoas envolvidas ..Talvez as duas diferenças mais chocantes da maioria das relações heterossexuais, tal como definidas no capítulo sobre estimulo clitorial, refiram-se a que geralmente existe mais sentimento e ternura, afeto e sensibilidade, e mais orgasmo. Essa freqüência mais alta na sexualidade lésbica foi notada por pesquisadores anteriores, no mínimo a partir de Kinsey. Também as relações sexuais entre lésbicas tendem a ser mais demoradas, envolvendo maior sensualidade por todo o corpo, já que o orgasmo não marca automaticamente o final da sensação sexual, como acontece na maioria das relações sexuais anteriormente descritas.

 

Que tipos de respostas bissexuais foram recebidas?

"Acho quê minha formação tem muito a ver com a maneira como encaro o ,sexo. Cresci na classe média com pais que me ensinaram que o sexo só não era mau durante o casamento. A garota só podia ir para a cama com um homem que fosse seu marido. Por isso ainda luto contra alguns sentimentos de culpa. Dói-me pensar como minha mãe ficaria triste. se soubesse das coisas que tenho feito, mas não posso viver minha vida para agradá-la. Fiz sexo com uma mulher durante uns dois 'anos e foi realmente uma experiência fantástica. Nunca me senti tão querida e tão próxima de ninguém. Eu pensava que sempre preferiria sexo com mulher, mas agora descobri que gosto de sexo com um homem que me agrada. As duas coisas são ótimas desde que haja afeto. Acho que me sinto mais relaxada com uma mulher porque conheço o corpo dela e tenho mais afinidades com seus sentimentos. Atualmente só estou tendo sexo com um homem mas havendo uma oportunidade íarei novamente sexo com uma mulher."

"A primeira vez que me apaixonei foi por uma mulher que era uma grande amiga há vários anos. Estávamos juntas num grupo de Conscientização,- onde discutimos pela primeira vez a possibilidade de relações sexuais entre mulheres. Durante o verão estivemos separadas vários meses e quando nos reencontramos ela me disse que havia dormido com uma mulher. Depois disso nosso relacionamento foi ficando cada vez mais intenso e alguns meses depois começamos a dormir juntas. Eu Vão esperava me apaixonar por ela, nós nos conhecíamos há anos, mas realmente houve uma mudança. Falávamos o tempo inteiro sobre tudo que havia embaixo do sol. Chegamos a saber e compreender tudo que se relacionava com a outra. Ainda estou muito apaixonada por ela e tenho arrepios quando estou para encontrá-la. Ainda que estejamos separadas a maior parte do tempo, na escola, sempre partilhamos todos os nossos pensamentos. Nunca me senti tão próxima de ninguém em todos os níveis. Nos entendemos sob todos os aspectos, e satisfazemos desejos que ninguém jamais imaginou que existissem. Depois que nos apaixonamos, já me apaixonei por duas outras pessoas, ambos homens. Por um foi graduai, pelo outro foi instantâneo. Tenho a impressão de que meu amor por ela me tornou muito mais aberta e capaz de sentir sentimentos intensos por outros."

O lesbianismo pode ser político.

Além de mais afeição e sensibilidade e da maior freqüência de 'orgasmo, algumas mulheres acham que o sexo com mulheres pode ser melhor devido à maior igualdade no relacionamento. 0 sexo com mulheres pode ser uma reação contra os homens e nosso estatuto de segunda classe em relação a eles na sociedade:

"Muitas vezes o sexo com o homem é o começo de uma educação política. Sexo com mulheres significa independência do homem."

"Devido ao meu tremendo condicionamento, que acredito ser quase universal, é praticamente impossível para mim ter um relacionamento realmente 'saudável com um homem - isso provavelmente vale para toda mulher ."

"0 sexo com mulher é mais uma comunicação com o eu, embora a sociedade o complique. Geralmente os homens são de um certo modo mais juvenis e a pessoa com eles se desgasta mais."

"Tenho pensado muito no lesbianismo como alternativa à abstinência, e aos homens em geral, porque estes não são muito liberados sexualmente, emocionalmente ou sob qualquer outro aspecto, e eu não agüento mais isso."

"Você pode fazer sexo com todo mundo e dizer à moral 'dane-se', ou fazer sexo com mulheres e dizer 'dane-se' para os homens e a sociedade que te esmaga. No meu ponto de vista o lesbianismo é uma alternativa ao domínio de um homem e à sua transformação numa máquina I de bebês."

"Vejo o lesbianismo como a possibilidade de colocar todas as minhas energias (sexual, política, social, etc.) em mulheres. 0 sexo é uma forma de apoio e ter sexo indiscriminadamente com machos é apoiá-los. Acho que isso deve ser levado em consideração seriamente ."

"Sexo ê político? Claro. Quando eu calmamente parti do meu último amor masculino (para as mulheres) de repente, pela primeira vez, me movi em meu próprio espaço, meu tempo e minha vida."

Janis Kelly tem coisas interessantes a dizer sobre o assunto em Sister Love: An Exploration of the Need for Homosexual Experience:

"Todas as relações heterossexuais são corrompidas pelo desequilíbrio de poder entre o homem e a mulher. Para manter a superioridade os machos precisam alimentar a ansiedade emocional e a submissão econômica da mulher. Para sobreviver numa ordem social de supremacia masculina, a mulher se enfraquece de modo a construir o ego masculino. A mulher não pode se desenvolver plenamente num contexto heterossexual devido ao efeito sufocante dessa cultura e aos papéis prejudiciais que da é forçada a desempenhar.

É mais provável que as relações entre mulheres estejam livres das forças destrutivas que tornam tais defesas necessárias. As normas institucionais e as limitações de uma cultura orientada para o poder, claro também influenciaram as mulheres; entretanto, os níveis dominação subordinação que as mulheres às vezes trazem para as relaç6es lésbicas não podem obscurecer a igualdade essencial das pessoas envolvidas. Além disso, multas das reações cultivadas nas mulheres são extremamente propícias a uma interação não-exploradora. Sensibilidade aos sentimentos e inclinações dos outros, cuidado, delicadeza, estão entre as qualidades que são mais cultivadas nas mulheres do que nos homens. · ·

Como os homens ocupam uma posição social superior e são ensinados a disputar o poder de modo a manter essa posição, dificilmente aceitam como iguais os outros, especialmente as mulheres. Os contatos humanos têm que ser dispostos hierarquicamente, e as mulheres têm que estar no nivel mais baixo. Quando uma mulher recusa-se a aceitar essa posição precisa ser 'posta em seu devido lugar' e a tensão é inevitável. Contrariamente a isso, as mulheres estão aptas a começar numa base de igualdade e dedicar suas energias à criatividade e ao desenvolvimento em vez de lutar para manter a identidade contra a destrutividade do tradicional papel feminino'

É importante que as mulheres reconheçam sua potencialidade sexual por outras mulheres. Se queremos nos fortalecer, temos que aprender a amar, respeitar, honrar, ser atenciosas e interessadas em outras mulheres. Isso inclui descobrir nas outras a atração física e a possibilidade de intimidade sexual. Enquanto s6 pudermos nos relacionar sexualmente com homens porque são «'homens" (e enquanto os homens só puderem se relacionar com mulheres porque são "mulheres' ), estaremos dividindo o mundo exatamente nas duas classes que estamos tentando transcender.

Toda mulher que atualmente sinta horror ou repulsa ao pensamento de beijar ou abraçar ou ter relações físicas com outra mulher deve reexaminar seus sentimentos e atitudes mio só em relação .às outras mulheres como a respeito dela própria. Uma atitude positiva em relação a nossos corpos, a nos tocarmos e a qualquer contato físico que naturalmente possa se desenvolver com outra mulher é essencial ao amor próprio e à aceitação de nossos corpos em sua beleza e qualidade. Como escreveu Jill Johnston: "..'. enquanto as mulheres não enxergarem nas outras a possibilidade de uma confiança fundamentai, incluindo amor sexual, estarão negando a si mesmas o amor e o valor que apressadamente atribuem ao homem e afirmando sua posição de segunda classe."

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